
Cá estamos nós
"Entre Carmens e Severinas"
Bailar e cantar como espanholas
Sentir e voar como nordestinas
Estas mulheres tocam castanholas
E dançam com muita adrenalina.
Tinha como arte, seduzir e arruinar
Carmem com seu sangue gitano
Desviou a carreira do militar
Que arruinado, terminou a matando
Por não conseguir controlar
Seu comportamento leviano.
Abandonou a vida no sertão
Mulher, retirante nordestina
Sobreviveu a difícil situação
Pra provar a resistência severina
De viver na miserável privação
Da frágil vida matutina.
Todas as mulheres têm um fascínio
Mesmo cansadas de tantas batalhas
Arrumam tempo pra encantar
Toda e qualquer muralha
Com toda magia do seu olhar
Derrama uma essência que se espalha.
Mulheres admiráveis e inebriantes
Descontrolam com persuasão
Deixam o mistério desconcertante
Para aqueles sem vocação
E um amor acalorante
Para os de bom coração.
Cansadas do dia a dia atribulado
Saciam seus desejos mais profundos
Percorrendo caminhos espelhados
Que aliviam a carga em segundos
É o que desejam os homens afortunados
Das mulheres mais belas do mundo.
Estas profissionais liberais
sedentas de felicidade e perfeição
Desanuviam os problemas gerais
E retiram de si toda aflição
Dançando para os mortais
Na mais perfeita combinação
Dançando livres como pássaro
O ritmo diferente invade seu corpo
E leva embora todo cansaço
Fazendo da viola o contorno
Para nunca perder o compasso
E garantir sempre o retorno.
O flamenco invade o coração
e com ele continua renascendo
A mulher com veia musical
Que faz a vontade ir crescendo
Com um belo fundo musical
Vou a todos agradecendo.
Queridos espanhóis
Respeitamos sua cultura
Mas, o Nordeste é nosso alento
E nos acolhe com candura
Deixamos nosso agradecimento
De criador pra criatura.
(Duka Torres)
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